LONDRES, 7 Jan (Reuters) – O medicamento experimental da GSK para o tratamento da infecção crônica por hepatite B atingiu o objetivo principal em dois estudos, informou a farmacêutica nesta quarta-feira, aproximando ainda mais a cura funcional para mais de 250 milhões de pessoas em todo o mundo afetadas pela doença.
Os dados positivos marcam uma vitória antecipada para o novo presidente-executivo Luke Miels, que assumiu o lugar de Emma Walmsley no início do ano. Os investidores estão contando com Miels para atingir a meta de receita anual da GSK de mais de 40 bilhões de libras até 2031.
A aprovação do medicamento bepirovirsen, que deve gerar mais de 2 bilhões de libras em vendas anuais em seu pico, pode aproximar a GSK dessa meta. Analistas estimam que a receita total da GSK chegue a cerca de 35 bilhões de libras até 2031.
Apesar da disponibilidade de vacinas seguras e eficazes para o vírus da hepatite B – incluindo vacinas fabricadas pela GSK – e do avanço significativo nos tratamentos, a doença continua prevalecendo.
Nos ensaios clínicos, o tratamento com bepirovirsen resultou em uma taxa de cura funcional estatisticamente significativa e clinicamente relevante, o que significa que o tratamento ajudou a manter níveis reduzidos de dois marcadores biológicos importantes, de modo que um teste não seria capaz de detectá-los.
Os pacientes dos dois estudos foram monitorados quanto à redução dos níveis de DNA do vírus e dos antígenos de superfície. A manutenção dos níveis reduzidos por seis meses ou mais indicaria uma cura funcional.
A GSK não revelou a proporção de pacientes que alcançaram a cura funcional após o tratamento com bepirovirsen, mas disse que os dados completos seriam apresentados em um próximo congresso científico.
Os dados dos estudos também serão usados para solicitar aprovações regulatórias internacionais durante o primeiro trimestre de 2026, disse a empresa.
(Reportagem de Bhanvi Satija e Pushkala Aripaka em Bengaluru)










